quinta-feira, 8 de novembro de 2007

A arte do auto-gongo público

É incrível como uma personalidade louvada pelo imaginário público é capaz de destruir toda a sua reputação em tão pouco tempo e com tão pouco esforço. Pior ainda é saber o quanto de dinheiro é gasto por patrocinadores e espectadores com a personificação da vergonha alheia.

Yoko Gongo, que sempre foi endeusada e odiada com mesmo fervor por ser a grande pedra no sapato da maior banda de rock de todos os tempos,
na sua apresentação única no Brasil conseguiu provar que (o que sobrou d)ela é uma velhinha caquética desprovida completamente de desenvoltura física e senso de ridículo.

Estou sendo duro? Imaginem um palco com um telão com projeções tiradas do Google, um tapete, um grupo de sonoplastas, e uma senhora esclerosada rastejando envolta em um véu branco, batendo sem querer seu microfone no chão. Ela se enrosca no véu e ele cai. Ela tenta recuperá-lo na posição, mas o ato está perdido. Ela corre para as coxias e volta com um papel que deveria conter a letra da música que ela deveria cantar. Mas espera! A música não tem letra, apenas gemidos, gargalhadas infantis e alguns suspiros. Ela corre de volta para deixar o papel e volta ao centro para 'cantar'. Björk estaria perdida nessa apresentação.

Esperamos que melhore, mas a coisa desanda de vez. Ela samba com uma cadeira, como um alemão bêbado na quadra da Mangueira, veste um saco preto na cabeça, tenta mais uma vez o ato do véu rastejante, e em determinado momento a degradação da imagem dela é tão desesperadora que eu prefiro me retirar. Sou uma alma caridosa, não gosto de sentir pena.

Saudade dos tempos em que ela só precisava fica pelada numa cama por dias para protestar em favor da paz mundial. Com certeza era muito mais eficaz que tentar se expressar com metáforas que nem David Lynch com LSD entenderia.

Nessas horas eu lembro de Greta Garbo, que ao ver a primeira ruga em seu rosto, encorporou um de seus maiores papéis e pediu: 'I want to be alone'. Faz a Greta, Yoko! O público agradece.

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Nick-gong

Sem querer descobri que meu pseudonimo blogger é a mais perfeita incorporação do espírito self-gongger. Não que eu tivesse alguma intensão de mostrar minha verve auto-destrutiva na época em que o criei, apenas a idéia me pareceu original na hora. Hoje soa ridículo. Enfim, dizem que toda brincadeira tem um fundo de verdade, não?

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

Pra começar....

... o filme que mais nos "diverte" e mais nos anima ao auto-gongo é "Bring It On", com o Kirsten Dunst.
Um daqueles que te deixa com vergonha alheia, sabe?
Sef gong material!